Caetano Veloso. Foto: Fernando Young/Divulgação
Nome Artístico
Caetano Veloso
Nome verdadeiro
Caetano Emanuel Viana Teles Veloso
Data de nascimento
7 de agosto de 1942
Local de nascimento
Santo Amaro, Bahia
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Dados Biográficos

Caetano Veloso é um artista que parece maior do que a própria vida. Sempre elegante, inquieto e apaixonado pela palavra, ele fez da canção brasileira, ao mesmo tempo, um campo de batalha e um jardim de invenções. “Minha pátria é minha língua”, diz em “Língua” — e é por isso que cada verso dele soa como manifesto e serenata.

Nascido em Santo Amaro da Purificação, Bahia, em 1942, Caetano cresceu embalado pelo rádio e pelas cantigas do Recôncavo. Quando desembarcou em Salvador e depois no Rio de Janeiro, já trazia na bagagem a ousadia que iria mudar a história da nossa música. Ao lado de Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé e Os Mutantes, movimentou os anos 1960 com o tropicalismo, misturando guitarras elétricas com samba, e poesia concreta com iê-iê-iê. O disco “Tropicália ou Panis et Circensis” foi além de um álbum: virou um grito de modernidade — tão incômodo que levou Caetano e Gil à prisão e ao exílio em Londres.

Lá fora, entre saudades e experimentações, Caetano compôs clássicos que atravessaram oceanos e mostraram ao mundo que a música brasileira era muito mais do que bossa nova. Voltou para o Brasil com fome de palco, de liberdade e de provocar. E provocou. Da delicadeza de “Você é Linda” ao retrato poético de “Sampa”, passando pelas ousadias eletrônicas dos anos 1990 aos flertes recentes com rap e funk, Caetano sempre esteve à frente, sem nunca perder o pé no chão do Brasil profundo que canta. É, sem dúvida, um dos mais influentes artistas brasileiros de todos os tempos, um dos mais respeitados e produtivos músicos latino-americanos do mundo, com mais de 50 discos lançados e considerado internacionalmente como um dos melhores compositores do século XX.

Ele também tem histórias deliciosas de bastidores: em Londres, dividiu noite com Mick Jagger; nos anos 1970, encantou a intelectualidade e, ao mesmo tempo, os bailes de subúrbio; nos 1990, viu “Sozinho” — uma canção quase esquecida — virar hit radiofônico e embalar casais apaixonados. Essa capacidade de transitar entre mundos tão diferentes é o que faz dele raro ícone: pop star e filósofo, cronista do país e trovador de amores. Um artista que não se repete, que incomoda, mas acima de tudo, que emociona. Um rio caudaloso que corta a paisagem da música brasileira, carregando história, contradição e muita poesia. Sempre necessário, sempre novo, sempre Caetano.