Em 1976, um jovem alagoano desembarcou nos nossos ouvidos com um álbum singelo no título — A Voz, o Violão, a Música de Djavan — mas gigante na ambição de transformar o som em sentimento. Cinquenta anos depois, Djavan celebra um marco raro e precioso: meio século de uma carreira que se tornou trilha sonora da vida de milhões de brasileiros e admiradores ao redor do mundo.
Assim, nada mais justo do que celebrar em grande estilo. Em 2026, Djavan lança a turnê “Djavanear 50 Anos – Só Sucessos”, uma celebração em formato de espetáculo itinerante por estádios e arenas do Brasil, com estreia marcada para 8 de maio, no Allianz Parque, em São Paulo. A turnê percorrerá 11 cidades, incluindo Salvador, Fortaleza, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Belém, Recife e, claro, sua querida Maceió, encerrando a jornada em dezembro.
Por causa da enorme demanda em São Paulo, uma data extra foi anunciada no Allianz Parque, um sinal claro do amor do público por esse artista que parece nunca deixar de se reinventar. O repertório traz mais de 25 canções, hinos da música brasileira — de Sina e Oceano a Eu Te Devoro e Flor de Lis — atravessando décadas de parceiros, ritmos, cores e harmonias que só ele sabe compor.
O lugar de uma voz no universo
Djavan consolidou-se como um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira (MPB) por sua capacidade única de misturar jazz, samba, pop e influências africanas com um impressionante lirismo que ultrapassa fronteiras. Ao longo da carreira, suas músicas foram interpretadas por nomes nacionais e internacionais como Caetano Veloso, Maria Bethânia, Roberto Carlos, Ivete Sangalo, Seu Jorge, Arnaldo Antunes, Lenine, Beth Carvalho, Gal Costa e até Stevie Wonder, entre tantos outros.
Fora as colaborações com artistas de peso tais como Chico Buarque, Milton Nascimento, Cássia Eller, Ney Matogrosso, João Bosco, Daniela Mercury, Elba Ramalho e Gabriel, o Pensador — e embora a maioria dessas parcerias históricas não esteja diretamente ligada à turnê de 2026, seu legado de ricos encontros musicais ecoa em cada apresentação. O cantor e compositor ainda lançou, recentemente, o álbum Improviso, seu 26º trabalho, reafirmando que a criatividade ainda pulsa forte em sua obra e que, mesmo após cinco décadas, Djavan continua explorando novos caminhos sonoros e afetivos.
Palavras que são música
Se há algo que define Djavan, além de sua voz inconfundível, é a poesia que permeia suas palavras — muitas vezes extraídas de letras que viraram sabedoria popular. Linhas não são apenas letras de canções, mas declarações de sensibilidade, ironia, dor e encanto. Sua música — e agora a turnê — é um convite para sentir, celebrar e revisitar memórias que nos habitam. E uma boa chance para que diferentes gerações se encontrem sob a mesma harmonia, embalados por um repertório que é parte do patrimônio afetivo do Brasil. Realmente imperdível.
Turnê Djavanear – 50 Anos – Só Sucessos (djavan.com.br)
– 8 e 9 de maio – Allianz Parque – São Paulo – SP
– 23 de maio – Arena Fonte Nova – Salvador – BA
– 30 de maio – Centro de Formação Olímpica – Fortaleza – CE
– 13 de junho – Pedreira Paulo Leminski – Curitiba – PR
– 27 de junho – Arena BRB Mané Garrincha – Brasília – DF
– 18 de julho – Arena MRV – Belo Horizonte – MG
– 01 e 02 de agosto – Farmasi Arena – Rio de Janeiro – RJ
– 29 de agosto – Arena Opus – Florianópolis – SC
– 11 de outubro – Meo Arena – Lisboa – Portugal
– 24 de outubro – Hanger – Belém – PA
– 31 de outubro – Classic Hall – Recife – PE
– 5 de dezembro – Maceió – AL