Mamonas Assassinas
Mamonas Assassinas
1995
Guarulhos, São Paulo
Criada em Guarulhos em 1995 como um raio de humor e caos no rock brasileiro, a banda Mamonas Assassinas se tornou um fenômeno em tempo recorde. Nascidos a partir da Utopia (1989–1994) — grupo que fazia covers e experimentações ocasionais —, os cinco integrantes Dinho (voz e violão), Bento Hinoto (guitarra), Samuel Reoli (baixo), Sérgio Reoli (bateria) e Júlio Rasec (teclados) formaram essa criatura musical que satirizava estilos diversos: do heavy metal ao forró, do pagode à música mexicana.
Com fantasias de presidiários ou do Chapolin Colorado, o quinteto lançava letras irreverentes e trocadilhos escrachados, que caíram imediatamente no gosto popular. Em 23 de junho de 1995, lançaram seu único álbum, Mamonas Assassinas, que em poucos meses ultrapassou a marca de dois milhões de cópias vendidas.
Faixas como “Pelados em Santos”, “Vira-Vira”, “Robocop Gay”, “Lá Vem o Alemão” e “1406” tornaram-se hinos instantâneos de um rock que ria de si mesmo.
Em 1996, a banda vivia o auge, com participações em programas de TV e shows lotados, quando uma tragédia interrompeu tudo. No dia 2 de março, o avião que levava o grupo de Brasília a São Paulo colidiu com a Serra da Cantareira, matando instantaneamente os cinco integrantes e a tripulação.
O legado dos Mamonas Assassinas permanece como um dos capítulos mais intensos da música brasileira, mesmo que curta, em apenas um ano, a banda ficou gravada no imaginário nacional como o grupo que sumiu no auge e que, talvez por isso, virou mito.