Banner Images
Exposição no Sesc 24 de Maio
Exposição no Sesc 24 de Maio (Matheus José Maria/Divulgação)

Neste mês, o Sesc 24 de Maio amplia a programação integrada à exposição “HIP-HOP 80’sp – São Paulo na Onda do Break” com duas atrações gratuitas que promovem a potência histórica e contemporânea da cultura hip-hop na capital paulista. A agenda reúne um show comemorativo e uma mesa de conversa com alguns dos principais nomes da geração pioneira do RAP e da discotecagem em São Paulo.

Nesta quinta-feira (12), às 19h, o grupo Doctors MC’s celebra 40 anos de trajetória em um show especial com participações de Consciência Humana, Preta Vi e Subzero. Representado pelos fundadores DJ $mokey Dee e MC.A, o Doctors MC’s é uma das formações mais importantes da chamada golden era do hip-hop brasileiro.

Surgido na Zona Leste de São Paulo no início dos anos 1990, o grupo ajudou a consolidar uma narrativa no RAP que equilibra denúncia social e celebração cultural, projetou a força criativa das periferias e valorizou a identidade negra e periférica. O espetáculo revisita essa trajetória marcada pelo compromisso com a realidade das ruas e pelo diálogo constante entre crítica social e afirmação cultural.

Com entrada gratuita e sem necessidade de retirada de ingressos, a apresentação acontece na Praça (Térreo), tem duração de 90 minutos e classificação indicativa de 14 anos.

Doctors MC’s celebra 40 anos de trajetória no Sesc 24 de Maio
Doctors MC’s celebra 40 anos de trajetória no Sesc 24 de Maio (Divulgação)

Pioneiros da discotecagem

Já na quarta-feira (18), às 19h, acontece a mesa DJ na cultura hip-hop, sob mediação da curadora Rose MC, o encontro propõe um mergulho na origem da discotecagem no contexto específico do hip-hop em São Paulo, a partir da visão e vivência de quem construiu essa história desde os anos 1980.

Entre os convidados está DJ Hum, reconhecido internacionalmente por seus sets que fundem Samba Jazz, Soul, Rare Grooves e Hip-Hop. Além de atuar como DJ, é curador, palestrante e jurado em campeonatos como o Red Bull Thre3style, e lançou trabalhos recentes como o álbum “Alquimia” (2021) e o projeto “Jazzy Beats” (2022/23).

Também participa DJ Ninja, um dos fundadores do histórico Point São Bento, marco do encontro de b-boys e artistas da cultura de rua nos anos 1980. Atuou na equipe Circuit Power, integrou projetos pioneiros do rap nacional e criou, em 1998, a B.Boys Battle Party, primeira festa direcionada à dança de rua no país.

Pioneira feminina da cultura hip-hop no Brasil, DJ Quettry iniciou sua trajetória nos anos 1980 e teve papel decisivo na consolidação do movimento como expressão cultural e social em São Paulo. Atuou ao lado de nomes como Sharylaine e sua atuação está registrada no acervo da própria exposição “HIP-HOP 80’sp”. Além da carreira artística, desenvolve importante trabalho formativo como educadora musical.

Completa a mesa DJ KL Jay, que iniciou sua carreira em 1987 e, ao lado de Mano Brown, Edi Rock e Ice Blue, fundou os Racionais MC’s em 1989 — grupo que redefiniu o rap brasileiro. Criador de projetos como a Fita Mixada Rotação 33 e do campeonato

O bate-papo acontece na Área de Convivência (3º andar), com duração de 120 minutos, classificação indicativa de 16 anos e entrada gratuita, também sem retirada de ingressos.

Sobre a exposição “HIP-HOP 80’sp – São Paulo na Onda do Break”

Em cartaz até 29 de março de 2026, a exposição já ultrapassou a marca de 180 mil visitantes que conheceram a história do nascimento do Hip-Hop em São Paulo nos anos 1980. Com curadoria coletiva de OSGEMEOS, Rooneyoyo O Guardião, KL Jay, Thaíde, Sharylaine, ALAM Beat e Rose MC, a mostra transforma a história em experiência sensorial — recriando o ambiente efervescente da Estação São Bento e das ruas do centro paulistano. A exposição reúne mais de 3 mil peças entre fotografias, roupas, discos, equipamentos e registros audiovisuais.

O espaço expositivo convida o público a percorrer uma linha do tempo que vai das origens do hip-hop no Bronx à sua chegada ao Brasil, passando por filmes, sons e gestos que moldaram uma geração. Entre os acervos estão registros inéditos da fotógrafa Martha Cooper, o documentário “Style Wars” (1983), obras de Michael Holman e contribuições do Museum of Graffiti (Miami).

Com entrada gratuita, a mostra conta com recursos de acessibilidade como textos em braile e ampliados, audiodescrição, legendas open caption, piso podotátil e audioguia.

Banner Images