A SP House encerra sua participação no SXSW 2026 com recorde de público e mais que o dobro de visitantes em relação ao ano passado. Ao longo de quatro dias, mais de 31 mil pessoas passaram pelo espaço, frente a 15 mil em 2025, o que representa um crescimento de 107%. A projeção inicial era reunir mais de 15 mil visitantes, consolidando a casa como um hub de networking e internacionalização de startups e empresas paulistas.
Com o tema “We are borderless”, a edição deste ano reforçou a vocação da SP House como hub de negócios, inovação e economia criativa, reunindo empreendedores, investidores, executivos, pesquisadores, gestores públicos e criadores em uma agenda voltada à troca de experiências e à construção de parcerias. Ao todo, foram mais de 58 horas de conteúdo distribuídas ao longo da programação, além da participação de iniciativas voltadas à inserção internacional de empresas, como o CreativeSP, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, e o SP Global Tech, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, ambos desenvolvidos em parceria com a InvestSP.
“Dobrar o público em um ano não é só um indicador de interesse, é resultado de uma estratégia clara de posicionamento internacional. A SP House hoje é uma plataforma de projeção e de conexão que coloca São Paulo no centro das decisões sobre inovação, criatividade e novos negócios. Estamos mostrando ao mundo que o estado tem escala, capacidade de articulação e um ambiente competitivo para atrair investimentos e gerar oportunidades”, afirma Marília Marton, secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.
Entre as novidades, a casa apresentou uma estrutura mais robusta e integrada, com dois palcos principais. O Ideas Stage foi dedicado a painéis e conversas sobre tecnologia, criatividade e impacto, enquanto o Business Stage recebeu encontros institucionais e articulações entre empresas e organizações. A programação também contou com dois estúdios de videocast, ampliando o alcance dos conteúdos produzidos durante o evento.
A curadoria foi outro destaque desta edição, organizada pela primeira vez por um squad de especialistas. Franklin Costa liderou a curadoria geral, ao lado de Simone Kliass e Ronaldo Lemos em Tech & Innovation, Dilma Campos e Gustavo Pacete em Creativity & Marketing, Luciane Coutinho e Jandaraci Araujo em ESG & Impact, e Caire Aoas e Aninha de Fátima em Culture & Arts.
A programação reuniu nomes de destaque do cenário internacional, como Amy Webb, CEO do Future Today Institute, Amy Gallo, especialista em relações de trabalho e liderança, e Faith Popcorn, referência global em tendências de consumo. Também passaram pela casa Ian Beacraft, Sandy Carter, Kasley Killam e Neil Redding, ampliando a presença internacional e qualificando os debates realizados na SP House.
Além dos conteúdos, a experiência do público foi ampliada com ativações imersivas e espaços como a XR Exhibition, dedicada à realidade estendida, o Artists Valley, voltado à produção artística contemporânea, e a Banca São Paulo, nova área de valorização da indústria criativa. O espaço gastronômico Flavours trouxe referências da culinária paulista, incluindo ativações do Museu do Café. A fachada da casa também ganhou destaque com intervenções dos grafiteiros paulistas Rafael Calazans e André Gorobets, que levaram ao SXSW diferentes leituras visuais sobre a cidade em diálogo com o conceito da edição.