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Giovani Cidreira e banda no Tiny Desk Brasil
Giovani Cidreira e banda no Tiny Desk Brasil (Ariela Bueno/Divulgação)

Em sua 15ª edição, o Tiny Desk Brasil reafirma sua vocação vanguardista com Giovani Cidreira, expoente da música pop de invenção brasileira contemporânea, nesta terça-feira (10), às 11h, em seu canal no YouTube.

O episódio imerge na obra do artista baiano e evidencia sua versatilidade e singularidade, em momentos voz e violão; ao lado do guitarrista e produtor Benke Ferraz (Boogarins) ou com sua banda completa, formada por Benke ao lado de Filipe Castro (percussão), Kainã do Jêje (bateria), Cuca Ferreira (saxofone), Gabrielle Faustino (trompete) e Pedro Bienemann (baixista).

Perenemente marcado por emoção, intensidade e brilho vocal, o repertório traz músicas autorais, como “Saudade de Casa” e “Última Vida Submarina”, em versões especialmente pensadas para o projeto.

”Estou muito feliz, alegre mesmo, de estar aqui.Todos meus amigos também estão! Neste lugar que é uma referência pra gente. Que a gente assiste, gosta e acompanha já há muito tempo. É um acontecimento pra quem trabalha com música todo dia e sabe como é difícil. Esse momento passa rápido mas é engrandecedor. Foi uma coisa que realmente tá rolando ainda. Ainda estou cheio de raios saindo de mim!”, entusiasma-se Giovani, logo após apresentar seu inspirador roteiro sonoro na mesinha brasileira.

Cantor, compositor e instrumentista nascido na periferia de Salvador, Giovani Cidreira constrói um universo musical marcado por intensidade interpretativa e forte expressão lírica. Sua obra atravessa a canção popular brasileira em diálogo com ritmos afro-brasileiros, sonoridades pop e elementos eletrônicos, com linguagem própria, que articula, com singularidade, tradição e invenção na canção contemporânea.

O impacto de seu álbum de estreia, “Japanese Food” (2017), revelou imediatamente um artista de identidade rara e forte presença cênica. Desde então, todos seus discos passaram a figurar entre os destaques da crítica e as indicações de prêmios como o APCA, consolidando uma discografia celebrada pela coerência e inventividade de seus sete registros.

Reconhecido tanto pela profundidade emocional quanto pelo senso de invenção estética, Giovani ampliou seu universo criativo em “Nebulosa Baby” (2021). O projeto que integrou música, imagem e performance estabeleceu sua reputação como criador de universos sonoros e visuais coesos. Sua inclinação conceitual destaca-se novamente em “Carnaval eu Chego lá” (2024), álbum no qual legado e reinvenção dialogam de forma viva.

A trajetória de Giovani Cidreira é exaltada por uma profusão de colaborações com artistas centrais da música brasileira atual. Nomes como Boogarins, Josyara, Céu, Linn da Quebrada, Luiza Lian, Vandal, Russso Passapusso, Liniker e Luiz Lins são algumas das parcerias que confirmam sua versatilidade como compositor e intérprete e ampliam o alcance estético de sua obra.

Em 2025, essa vocação colaborativa se expande ainda mais com participações icônicas nos projetos de Urias e Don L, conectando suas composições a diferentes vertentes do rap, R&B e música popular experimental e reforçando sua presença transversal na cena.

Em 2026, o artista celebra dez anos de carreira com um projeto duplo: um disco ao vivo nascido da experiência de palco e um segundo álbum em estúdio, que celebra sua força como intérprete e seu desejo contínuo de reinventar a própria canção.

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